Saúde Mental, Saúde Física e Bem-Estar: Uma Abordagem integral

Por: Flávia Carvalho

Nesse mundo em constante transformação, a busca pelo bem-estar se tornou a grande obsessão de nossa era. Imagine um mercado global do bem-estar avaliado em espantosos US$ 4,5 trilhões em 2019, uma cifra que não para de crescer. Mas aqui está o segredo: essa busca pelo bem-estar não se trata apenas de cuidar do corpo, é um mergulho profundo em nossa mente e emoções. Afinal, bem-estar é um conceito que envolve muito mais do que músculos e dietas. Vamos explorar essa jornada que vai muito além da superfície.

Um estudo recente conduzido por Tyler VanderWeele, professor na Harvard T.H. Chan School of Public Health, trouxe à tona uma distinção importante entre a solidão e o isolamento social. Embora esses dois problemas muitas vezes estejam interligados, eles têm diferentes impactos, principalmente em relação à saúde mental e física.

O estudo revelou que o isolamento social, definido objetivamente como o tempo gasto com outras pessoas ou comunidades, está diretamente ligado a riscos significativos para a saúde física. Por exemplo, os indivíduos socialmente isolados têm cerca de 75% a mais de chances de morrer. Isso destaca a importância crítica de manter conexões sociais para a saúde do corpo.

Por outro lado, a solidão, o aspecto subjetivo da falta de conexão social, tem um impacto maior na saúde mental. Aqueles que experimentam solidão têm uma probabilidade substancialmente maior de desenvolver depressão, desesperança e uma sensação de falta de propósito na vida.

Embora a solidão e o isolamento social estejam frequentemente correlacionados, o estudo também revela que essa correlação não é perfeita. Algumas pessoas podem estar socialmente isoladas, mas não se sentem solitárias, enquanto outras podem passar muito tempo com os outros, mas ainda se sentem solitárias.

O estudo de VanderWeele destaca a importância de abordar tanto a solidão quanto o isolamento social em nossas intervenções. Entendendo que  para a solidão, a terapia cognitivo-comportamental  pode ser uma intervenção eficaz, enquanto o isolamento social pode ser tratado por meio da construção de comunidades e garantindo que as pessoas se conectem regularmente.

O estudo também nos faz refletir sobre a sociedade em que vivemos. Nos Estados Unidos, as taxas de solidão e isolamento social aumentaram nas últimas décadas, refletindo uma tendência de declínio no envolvimento social e comunitário. Esse fenômeno levanta questões sobre o valor que atribuímos às relações e à comunidade em nossa cultura, em comparação com outras sociedades que valorizam mais essas conexões.

Tornando nesse mundo atual a  busca pelo bem-estar  uma prioridade, o estudo de VanderWeele nos lembra de que o bem-estar não é uma jornada a ser percorrida apenas focando em um aspecto. A verdadeira promoção do bem-estar requer uma abordagem integral que considere tanto a saúde mental quanto a física, e que valorize as conexões sociais e a comunidade como elementos essenciais desse caminho. Portanto, enquanto buscamos uma vida mais saudável e feliz, não devemos negligenciar o poder das relações humanas e do apoio social em nosso bem-estar geral.

Estes estudos enfatizam o imperativo de harmonizar nossa saúde mental e física, abraçando o bem-estar de forma integral e humanizada. Nossa jornada de busca pelo bem-estar é como uma trama, e cada conexão humana que fazemos ao longo do caminho enriquece essa história. Se você ficou intrigado por essa introdução, continue a explorar mais profundamente em nossos artigos do blog, onde desvendamos os segredos para uma vidafeliz, prazerosa e saudável, tanto mental quanto física. Vamos começar essa jornada juntos!

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