Os sete estágios emocionais do desenvolvimento humano

Por Eduardo Shinyashiki

Já é um dado consolidado que, além de oferecer uma vasta preparação ao aluno para que ele passe no vestibular, tenha conhecimentos técnicos sobre as diversas matérias ao longo dos anos, a escola se preocupe também com o desenvolvimento socioemocional dos alunos, para que eles se tornem pessoas mais seguras, com mais poder de empatia, estabelecendo seus projetos pessoais, com autoestima, capazes de serem donos dos seus próprios destinos e mais felizes.

A personalidade de um indivíduo é formada de modo geral até os seus 19 anos, e a especialista em desenvolvimento emocional Pamela Levin, divide esse processo, em síntese, em sete estágios emocionais. 

O primeiro estágio ocorre do nascimento até os 6 meses de vida da criança e nele o ser humano simplesmente existe, é o estágio do “Ser”. Nesse período é importante o contato físico, receber carinho, afeto, aceitação, proteção, nutrição e amor. 

Dos 6 aos 18 meses corresponde o período do estágio “Fazer”, no qual tudo é novo para a criança que quer fazer, explorar, experimentar. A curiosidade fica aguçada e a criança quer levantar, cheirar, tocar, ver, quer explorar o mundo ao seu redor. É importante que ela se sinta reconhecida pelo que está fazendo.

O próximo estágio é o “Pensar” e acontece dos 18 meses aos 3 anos, correspondendo a uma fase de autoafirmação da criança que quer desenvolver um sentido de independência e individualidade para desenvolver um pensamento próprio e poder ser ela mesma. É fundamental que ela receba mensagens que transmitam permissão para crescer e ser ela mesma.

Dos 3 aos 6 anos é o momento da “Identidade”, onde a criança quer descobrir quem ela é e experimentar relacionamentos sociais. Nesta etapa é fundamental que ela receba mensagens que transmitam proteção e incentivo para ter sua própria visão de mundo e testar sua força. 

O estágio da “Habilidade” é vivenciado dos 6 aos 12 anos e é o período que a criança aprende novas habilidades. Ela quer fazer coisas diferentes, quer fazer do seu jeito e começa a se relacionar com pessoas de fora do circulo familiar. É importante que ela receber mensagens de incentivo e apoio as suas capacidades.

Dos 13 aos 18 anos o jovem experimenta mudanças corporais em todos os níveis (físico, mental e energético), é o momento da “Regeneração “, quando ele desenvolve sua filosofia pessoal, buscando encontrar o seu lugar no mundo adulto. Nesta fase, é importantíssimo que ele receba mensagens que transmitam permissão para reconhecer os próprios pensamentos, as ideias, os sentimentos e valores. 

E, a partir dos 19 anos, inicia o momento de “Reciclagem”, já que o indivíduo completou seu primeiro ciclo de desenvolvimento e sua personalidade está formada. 

Nem sempre as pessoas passam pelos estágios de forma ideal, conseguindo ser protegidas, amadas, apoiadas e incentivadas, por isso a fase da reciclagem é uma oportunidade para rever e reavaliar as etapas passadas, ajustá-las e transformar eventualmente sua maneira de pensar, a percepção de si mesmo e do mundo ao seu redor, suas crenças e valores. 

Podemos afirmar que em quase todas essas etapas o individuo encontra-se no período da escola, por isso é fundamental, como educadores, estarmos atentos  ao desenvolvimento humano da criança e acompanhar e incentivar a estruturação das competências socioemocionais dos alunos e os estágios emocionais do desenvolvimento ajudam nessa missão.

Conhecer e compreender esses estágios do ser humano possibilita aos educadores as condições para otimizar os processos de aprendizagem e  potencializar das competências socioemocionais dos alunos para que eles tenham a  possibilidade de se tornar indivíduos mais completos, íntegros, preparados, realizados e, de fato, prontos para fazerem a diferença no mundo e na própria vida.

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